Pimp My Vim
Vim (Vi Improved). Esse editor de textos de aparência singela, amor de uns e desafeto de outros, talvez seja o editor de textos com mais tradição nas costas que existe. Além de rodar nos Unices tradicionais onde nasceu na encarnação original (Vi, proprietário) e em outros remakes (nVi), roda naturalmente no Linux, *BSD, Windows, Mac, e basicamente qualquer coisa capaz de rodar um terminal e uma camada de POSIX. Muita gente hoje em dia tem contato com o Vi/Vim no Linux apenas para editar arquivos de configuração, e sabe apenas 3 comandos: ‘:w’, ‘:q’ e ‘:wq’ ou ‘:x’ – suficientes para salvar, sair, e ambos. E claro, tecla I ou Insert para alterar para o modo de inserção.
O Vim é um editor que, por ter raízes muito antigas e muita tradição, tem uma interface completamente diferente do que a geração “janelas” está acostumada (que adivinha só, você nem sabia o nome, mas é uma convenção da IBM chamada CUA). Por isso muita gente se frustra quando não consegue sequer sair do programa, e acaba apelando pra um $ killall vim no terminal do lado.
Mas não se engane. Por trás da interface espartana e a curva de aprendizado quase vertical, Vim (hoje na versão 7) é um editor muito poderoso. Se você achava o gedit, o seu Eclipse cheio de plugins, ou aquele Texmate todo emo o máximo… sinto te informar, mas analisados sob a sombra do Vim, não passam de editores xexelentos que vão te causar LER um dia desses (só o Emacs está a par do Vim. Mas eu não suporto aqueles arquivos de configuração em LISP…).
Um dos maiores poderes do Vim, na minha opinião, é a sua “configurabilidade”. Ele possui um interpretador de comandos próprio que te permite mexer nas entranhas do editor e personalizar/automatizar suas funcionalidades para basicamente qualquer tarefa que você precise. Seja programar, escrever livros, revisar documentos, fazer pornografia em ASCII… O Vim te permite colocar várias tarefas a uma tecla de atalho de distância.
É claro que todo esse poder tem um preço: a curva de aprendizado.

Deixando o humor geek de lado… são vários comandos e truques para se aprender. Mas após aprender alguns, você já percebe o salto de produtividade, o que é muito gratificante. Então, se você edita muito texto ou programa, e ainda não usa o Vim, eu recomendo que invista um tempo para aprender a usá-lo (e o mais divertido, configurá-lo ao seu gosto). Você pode acabar economizando muito tempo (e articulações) no médio/longo prazo.
Vou compartilhar aqui o meu .vimrc – cuidado, isso vale ouro :)
Para quem já usa o Vim, e para quem ainda não usa, já serve como aperitivo para ver o que ele é capaz de fazer e como escrever o seu próprio vimrc. Todos os comandos que se vê no vimrc podem ser consultados de dentro do Vim através do comando :help comando
Isso acho que mostra o estrago que o .vimrc consegue fazer. E claro, não esqueça dos esquemas de cores… pessoalmente, eu gosto muito do Gardener, mas há vários outros no Vim.org, e fazer o seu próprio também é bem simples.
Vale a pena também conhecer o gVim e o Cream, que são versões que utilizam em menor ou maior escala elementos GUI como menus e diálogos para tornar o uso do Vim mais intuitivo – mas para total efeito do medicamento, recomendo usar diretamente no terminal ;)
Onde aprender mais sobre o Vim:
- http://aurelio.net/vim/vim-dicas-ivan.html (em pt_BR)
- http://blogs.tech-recipes.com/johnny/vim-quick-reference/
- http://www.pixelbeat.org/vim.tips.html
- http://www.viemu.com/a_vi_vim_graphical_cheat_sheet_tutorial.html
Além do site oficial Vim.org, que tem uma coleção monstruosa de scripts e dicas.
Arrivederte!
PS: Porque no Planeta Archlinux o título do post linka para o próprio planeta? H. Doria, dá um help aí!!! :)

Bom, muito bom, mas por algum motivo o ctrl+c do teu vimrc não funcionou aqui, mas vamos ver como eu me desenvolvo com ele(já usava bastante ele, mas só pra editar confs e tal, nunca me dei bem com ele pra programar, prefiro o Kdevelop) =)
Cainã Costa
7 Julho 2008 em 12:09 am
Cainã, o .vimrc é para o VIM 7. Talvez você esteja usando só o Vi (que não usar o ~/.vimrc), ou não esteja usando a versão 7.
Henrique C. Alves
8 Julho 2008 em 8:50 am
Legal!
Ah, tem tambem o $ vimtutor, muito bom. :P
Luis Henrique
3 Agosto 2008 em 8:44 am