Mais (mais) um exemplo do que é Software Livre no Brasil
Só para aproveitar o gancho. Prometo que o próximo post será menos “político”. ;)
Acredito que todos devem ter visto sobre a carta aberta do autor do software JeguePanel para a “comunidade”.
Mas não foi nem isso que me deixou abalado. O que me deixou abalado foi ser encaminhado para este post em um dos blogs coletivos sobre tecnologia mais lidos no Brasil.
Primeiro, que se esse é um dos blogs de tecnologia mais lidos no Brasil, estamos com uma forte carência de material na “blogosfera” - está mais parecendo um daqueles programas ruins de auditório, onde se fatura polemizando “após os comerciais”. Mas enfim, essa é uma ressalva que não cabe aqui.
Segundo, e bem mais importante, é que há 283 comentários, a maioria fazendo piada sobre o projeto e, mais especificamente, o nome do projeto.
Parodiando o título do post do Meiobit, acho que ISSO sim, sintetiza bem o que é Software Livre no Brasil.
Enquanto um brasileiro faz piada do projeto do JeguePanel ou aponta o modelo de software livre como causa do fracasso, hoje mesmo, a Trolltech, empresa Norueguesa, de nome tão inusitado quanto o país de origem, que tem como principal produto uma tecnologia licenciada sob GPLv3, é comprada pela Nokia por 105 milhões de euros.
E aí? Será que um produto ser software livre, ter um nome estranho, ou ter origem em um país sem muita tradição na informática é um impecilho para o seu sucesso? Parece que não.
Rails Rants

Dê uma olhada nos comentários do post sobre o release do Rails 2.0.2:
http://weblog.rubyonrails.org/2007/12/17/rails-2-0-2-some-new-defaults-and-a-few-fixes
De quase 100 comentários, 90% é de alguém reclamando, ou colocando debug info e esperando que alguém ajude a arrumar a sua aplicação quebrada depois da atualização (aliás, a seção de comentários é o PIOR lugar para se pedir ajuda).
O que isso me leva a crer?
Primeiro, que o estrelismo dos desenvolvedores do Rails vai cada vez mais voltar na forma de ofensas, agora que o hype diminuiu e que aquela aura de “web development made easy” pode ser arranhada com o menor dos problemas. Muita gente está adotando o Rails, e os desenvolvedores opinados™ vão continuar a fazer mudanças ao sabor do vento. Não entrando no mérito se isso é correto ou não, mas sim para ressaltar que é uma briga eterna para saber quem é o usuário do software: os próprios desenvolvedores ou o resta do mundo que usa? Será que os desenvolvedores tem alguma responsabilidade, apesar de não ser obrigada por nenhum termo ou contrato?
Segundo, que o projeto atraiu um público alvo que claramente não sabe como funciona um projeto opensource. Eles foram apresentados à ferramenta, mas não absorveram os conceitos de boas maneiras e comportamento. O resultado é uma catástrofe: quando a pessoa encontra uma dificuldade, ao invés de ler os release notes, se dirigir ao fórum/mailing-list, ou fuçar até descobrir o que há de errado, prefere choramingar na seção de comentários de um blog e amaldiçoar o projeto até a morte.
Enfim, estou curioso para saber qual será o futuro do Rails. Recentemente existiu um affair, buscando levar o Rails para o mundo corporate. Mas se o projeto ainda toma atitudes muito “radicais” (e gosta de marketear isso), e não apresenta nenhum tipo de responsabilidade com legado e com os outros, isso inviabiliza a adoção em massa. Para uma coisa o Rails serviu: motivou muitos outros projetos semelhantes, em diversas linguagens. As coisas vão ficar interessantes daqui pra frente. ;)
O Cúmulo
Ok, vamos lá. Se a pessoa quer digitar um texto, geralmente ela vai usar um Microsft Word ou OpenOffice Write da vida, ou um Notepad/Gedit/etc. Se você diz pra alguém “use vim” ou “use emacs”, a pessoa tem um chilique.
Mas se você diz para ela usar Writeroom, um editor de texto totalmente espartano (fundo preto e letras verdes? WTF?!!) para o Mac OS X e que custa $24.95, então é totalmente cool.

Vale a leitura dos reviews no site do fabricante.